Falando sobre racismo e preconceito no Brasil

Sobre o racismo e preconceito no Brasil, vamos abranger desde como começou até como ele é visto nos dias de hoje.

Para início de conversa, deveríamos saber que tudo começou quando os portugueses chegaram aqui no nosso país na intenção de realizar uma colonização. O surgimento do racismo e preconceito no Brasil começou logo após, pois eles tinham uma ideia muito errada de que os negros e os índios eram “raças” inferiores, mais fortes e resistentes, por conta de serem feitos escravos, e com isso, passaram a aplicar a discriminação com base racial em suas colônias.

Eles asseguravam determinados “direitos” aos colonos europeus, ou seja, tinham total autoridade sobre os escravos. Esses, por sua vez, eram tratados de maneira desumana: não havia nenhum tipo de direitos humanos, eles trabalhavam por muitas horas durante o dia e sob péssimas condições, não possuíam cuidados médicos e viviam amontoados nas senzalas.

Os que desobedecessem ou diminuíssem a quantidade de produtividade eram torturados com chicotes e outras formas de dor, sendo que em raras exceções eles possuíam condições um pouco melhores nas casas algumas famílias.

Falando sobre racismo e preconceito no Brasil

Mas e agora? Já podemos dizer que o racismo e preconceito no Brasil foram eliminados de vez?

 

Seria óbvio concluir que depois de dois séculos da libertação dos escravos, o racismo e preconceito no Brasil já deveriam estar totalmente erradicados, não é mesmo, caros leitores? Afinal, hoje vemos pessoas negras à frente de governos, professores, donos de grandes negócios, à frente de programas de televisão, resumindo, pessoas negras que conseguiram conquistar o respeito de muitos e o seu espaço! Mas, infelizmente não é uma verdade absoluta para todos os afrodescendentes aqui do Brasil. Muito pelo contrário! Ainda somos a população mais afetada pela desigualdade social e pela violência no país. Também temos maiores chances de sermos assassinados (78,9% dos 10% dos indivíduos); mulheres negras são as maiores vítimas de violência doméstica (58,68%); somos a maior população prisional (61,6% entre pretos e pardos), bem como , temos uma maior taxa de desemprego (14,6% contra 9,9% – taxa dos brancos). Esses dados foram colhidos por pesquisas sérias, que buscam mostrar o tamanho do caminho que ainda precisamos percorrer até chegarmos a um patamar de igualdade.

 

É claro que já vemos medidas sendo tomadas para que o racismo e o preconceito no Brasil sejam revertidos de vez, e essas medidas merecem ser celebradas! Femme Gel

Olhem, por exemplo, projetos de leis criadas com o intuito de acabar com o racismo e preconceito no Brasil: a lei nº 7716, de janeiro de 1989, torna crime qualquer manifestação que exclua ou discrimine pessoas em função de sua cor e etnia. Essa medida jurídica, representa um enorme passo na luta pela igualdade racial no Brasil. A lei prevê penas de prisão a quem cometer crimes de ódio ou intolerância racial e de acordo com o texto da lei, pessoas não podem ser discriminadas em contratações de trabalhos, empresas, concursos públicos, acesso à lojas, estádios ou qualquer outro estabelecimento em função de sua cor. Também fica proibida a divulgação de mensagens racistas e de símbolos que remetam à qualquer teoria racista. Quando o crime de discriminação racial ocorrer por meio de veículos de comunicação, a pena pode ser maior, podendo chegar a cinco anos de reclusão.

 

Para mim, o primeiro passo para acabar com o preconceito é admitir que ele ainda existe e que deve ser exterminado de uma vez por todas! Devemos falar abertamente sobre o racismo e preconceito no Brasil , levando as pessoas a refletirem se colocarem no lugar do outro. Mais empatia, por favor, lhes garanto que não custa nada! Nos vemos na próxima, até mais!

 

 

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